segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ESCOLARIDADE PRIMARIAMENTE OBRIGATÓRIA

Com 7 anos fui estudar para a Escola Primária do Bairro Salgado.
Tinha como colegas de classe o Mário Trinca e o André Costa e acho que a partir da terceira classe (se não segunda) íamos sempre juntos a pé para a escola.
Era uma escola já velha, com paredes cheias de rachas e soalhos de madeira (aliás, muito identica á da série Conta-me como foi), e tínhamos uma professora, a D. Antonieta, que era um doce, mais amiga ou segunda mãe do que educadora, sem deixar de o ser. Ao contrário de outros professores na escola, nunca usou a régua. Deixou-nos dar largas aos nossos talentos e deu-nos as fundações para aquilo que estou agora a aplicar: Escrever e fazer sentido.
Guardo como recordações fortes, polaroids desse tempo se quiserem, as brincadeiras no pequeno recreio atrás da escola, que dava para a Gama Braga, onde jogávamos á bola; O André ter enfiado o braço pelo vidro de uma das janelas da sala, descarnando-o até ao osso; As paixões pela Maria João Borrego, quando todos suspiravam pela Margarida e pela Xana; O Mário a subir um portão alto em meio segundo, a fugir de um cão; O medo do velhote dos papelões que vivia na entrada da Quinta do Novais na Portela ao lado da lavagem, quando lá passávamos de e para a escola; O fim da escola primária, o desgosto de me despedir da D.Antonieta e as juras de a continuar a visitar, o que aconteceu até a escola ser demolida para dar lugar a um moderno prédio.
Nesta escola fui feliz, e a amizade que construi com o Mário e com o André manteve-se ao longo dos anos,  apesar dos nos termos distanciado pelo rumo das nossas vidas, mas acredito que eles também naquela escola foram felizes.

2 comentários:

  1. Carlos Vieira !

    Tão bom. Tão bom. Não quero escrecer apenas sentir

    Abraço -te tanto

    Maria João

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  2. Risos. Desculpa ... escrecer não !escrever...
    Estou por todo o lado os meus dedos não querem o teclado

    Maria joão

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