quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AO MEU BAIRRO

Onde é que existe um bairro assim igual ao meu?
Que amou tanta geração que ali cresceu
Minha Tebaida onde brinquei e fui feliz assim
Agora cresci, mas a memória não tem fim

Em uma encosta desta bela cidade
Plantaram uma floresta de cimento
Dentro dela cresceram com felicidade
As famílias do nosso firmamento

Filhos da Tebaida somos todos nós
A rua era a nossa nação
Brincámos e gritámos até nos faltar a voz
Mas o que não nos falta é recordação

Amizades duradouras aqui se fizeram
E ainda depois de separados caminhos
O contacto mesmo assim mantiveram
Recordando os tempos velhinhos

Onde é que existe um bairro assim igual ao meu?
Que amou tanta geração que ali cresceu
Minha Tebaida onde brinquei e fui feliz assim
Agora cresci, mas a memória não tem fim

Hoje somos adultos, representamos gerações
Compete-nos perdurar esta memória
Para que no dia dia, nas preocupações
Não fique tudo só como mera história

Imortalizados pela ideia de um Dadinho
Temos relembrado na rede infinita
Um bairro que é nosso, por ele temos carinho
Recordar é viver, e não há coisa mais bonita

Em convívio á roda de uma mesa vos juntais
Idealizou um determinado Spirella
Agora que nos tornámos muitos mais
Difícil será sentar tamanha clientela

Onde é que existe um bairro assim igual ao meu?
Que amou tanta geração que ali cresceu
Minha Tebaida onde brinquei e fui feliz assim
Agora cresci, mas a memória não tem fim

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